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Vereador do Novo quer levantamento de impacto financeiro em projetos do Legislativo de Porto Alegre

Proposta de Tiago Albrecht impõe que proposições contenham estimativa de gastos para cidadãos, empresas e Poder Público. Lei já é válida na Capital Mineira


Foto: Júlia Urias | CMPA
Foto: Júlia Urias | CMPA

Porto Alegre precisa de mais transparência e responsabilidade financeira nos projetos apresentados na Câmara Municipal. Esse é o apelo do vereador Tiago Albrecht (Novo). O parlamentar protocolou, na Casa, um Projeto de Lei (PL) que estabelece que proposições do Legislativo Municipal contenham a estimativa de gasto financeiro gerado na execução da lei. O PLL 140/24 define normas para veiculação de novas propostas que gerem custos a pessoas naturais ou jurídicas.


“A mera sugestão de uma nova lei, sem embasamento e sem o estudo de impacto sobre a população, é um desserviço”, defende Albrecht, líder da Bancada do Novo na Casa.


Esta é a segunda capital do Brasil a contar com um projeto de previsão de impacto financeiro. O pioneiro é de Belo Horizonte (MG), apresentado pela vereadora Marcela Trópia (Novo), aprovado pelo Parlamento e em vigor desde o ano passado.


Responsabilidade

A proposta de Albrecht prevê que cada PL conterá um relatório de impacto financeiro. Nele, estarão especificados a previsão do número de pessoas físicas e jurídicas atingidas pela medida e o impacto financeiro individualizado médio e global. Ainda, o relatório abrangerá o exercício financeiro atual e, no caso de obrigações de caráter permanente ou temporário que perdurem por mais de um exercício, a previsão do impacto para os dois anos seguintes.


"O projeto trata de uma defesa do cidadão pagador de impostos, a fim de que as proposições apresentadas à cidade sejam estudadas de forma abrangente. Não é incomum que sejam protocoladas propostas que, apesar de bem-intencionadas, não levam em consideração as possíveis consequências para o cidadão em seu cotidiano", explica o autor.


O Projeto de Lei está em tramitação na Câmara e deve ser votado nas próximas sessões, após o recesso parlamentar.



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