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Tiago Albrecht (NOVO) protocola denúncia contra Eduardo Bueno por discurso de ódio e intolerância religiosa

  • 9 de fev.
  • 2 min de leitura

Representação apresentada à Polícia Civil e ao Ministério Público Federal acusa o jornalista de incitar discriminação contra eleitores evangélicos em vídeo publicado no YouTube


A circulação de um vídeo do historiador e jornalista Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, virou alvo de denúncia formal às autoridades gaúchas e federais. O vereador de Porto Alegre, Tiago Albrecht (NOVO), e a deputada federal suplente, Sâmila Monteiro, protocolaram nesta sexta-feira (6) uma notícia crime na Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância e outra representação junto ao Ministério Público Federal. O documento sustenta que declarações feitas pelo comunicador em seu canal do YouTube configuram crime de intolerância religiosa e incitação ao preconceito. Segundo a denúncia, no vídeo divulgado no início de fevereiro, Eduardo Bueno teria afirmado que o voto de eleitores evangélicos seria “retrógrado, reacionário e nefasto”, além de sugerir que esse grupo não deveria exercer o direito ao voto. Para Tiago Albrecht, as falas ultrapassam o limite da crítica política e entram no campo do discurso de ódio. “Não se trata de liberdade de opinião. Estamos diante de um ataque direto à dignidade de milhões de brasileiros que professam uma fé e têm o direito constitucional de votar como qualquer outro cidadão. Isso precisa ser investigado com rigor”, afirmou o parlamentar. A peça jurídica apresentada às autoridades pede a instauração de inquérito policial com base no artigo 20 da Lei 7.716/1989, que pune quem pratica ou incita discriminação por motivo de religião. Os denunciantes argumentam ainda que, por ter sido veiculado em meio de comunicação de massa, o suposto crime teria a pena agravada. Também foi solicitado que o vídeo original seja preservado como prova e que o jornalista seja ouvido formalmente para prestar esclarecimentos. Sâmila defende que o caso vai além de uma divergência ideológica e envolve proteção de direitos fundamentais. “Nenhum comunicador, por mais conhecido que seja, pode usar a sua influência para tratar um grupo religioso como inferior ou sugerir que ele não deveria votar. Não podemos confundir discurso de ódio com liberdade de expressão, a partir do momento que ele diz que um religioso não poderia votar, ele está excluindo uma parcela significativa do processo democrático”, declarou a deputada federal suplente. As representações protocoladas pedem que, ao final das investigações, Eduardo Bueno seja responsabilizado criminalmente, caso as autoridades confirmem a prática de discriminação religiosa. Até o momento, o jornalista não se manifestou publicamente sobre a denúncia. O material agora será analisado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Federal, que decidirão se há elementos suficientes para dar prosseguimento à apuração.

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