Tiago Albrecht alerta para queda de quase 10% nos repasses federais do SUS a Porto Alegre
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Vereador demonstra preocupação com redução dos recursos da União para a Capital, que atende pacientes de diversas regiões do Rio Grande do Sul

O vereador Tiago Albrecht (NOVO), que é o presidente da Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (CEFOR), manifestou preocupação com a redução dos repasses federais destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de Porto Alegre. Dados apresentados pela Prefeitura durante a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026 apontam que as transferências correntes da União para o SUS na Capital passaram de R$ 554,6 milhões em 2025 para R$ 501,5 milhões em 2026, uma queda de 9,58%. O parlamentar alerta que a redução ocorre em um momento de alta demanda por atendimentos, já que Porto Alegre é referência em saúde para pacientes de dezenas de municípios gaúchos.
Ao comentar os números, Tiago Albrecht, que relatou o orçamento da Prefeitura para 2026, destacou que a redução dos recursos federais preocupa pela importância da Capital na rede de atendimento do Estado. “Porto Alegre não atende apenas os seus moradores. A Capital recebe diariamente pacientes de todas as regiões do Estado em busca de consultas, exames, internações e procedimentos de alta complexidade. Quando os repasses federais diminuem, a pressão sobre o sistema aumenta e quem sofre é a população que depende do SUS”, afirmou.
Segundo o vereador, a situação exige atenção imediata dos governos federal, estadual e municipal para evitar impactos na capacidade de atendimento da rede pública. Além de concentrar hospitais de referência, Porto Alegre absorve uma demanda regional significativa, especialmente em áreas como oncologia, traumatologia, cardiologia e transplantes, o que torna o financiamento da saúde um tema estratégico para todo o Rio Grande do Sul.
Para o parlamentar, é necessário que a União amplie o debate sobre o financiamento da saúde pública e garanta recursos compatíveis com a realidade enfrentada pelos municípios que atendem pacientes de outras regiões. “Não podemos aceitar que uma cidade que sustenta uma estrutura hospitalar de referência para milhões de gaúchos tenha seus recursos reduzidos. O financiamento do SUS precisa acompanhar a demanda e garantir previsibilidade para que os serviços continuem funcionando com qualidade e sem prejuízos à população”, acrescentou.
Os números foram divulgados pela Secretaria Municipal da Fazenda durante a apresentação do relatório de Transparência da Gestão Fiscal referente ao primeiro quadrimestre de 2026. O documento aponta que as transferências correntes do SUS tiveram retração de 9,58% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar o debate sobre o financiamento da saúde pública e a manutenção dos serviços prestados pela Capital aos moradores de Porto Alegre e de todo o Estado.



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